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"E se eu soubesse que tudo ia ficar bem no final, não me importaria em nada com o que acontece agora. Mas é horrível passar um dia depois do outro sem ter certeza de nada." Juliana Freitas
”Um turbilhão de coisas na cabeça.
Erros que cometi por me exceder e por ser tão impulsiva e ignorante, por tentar me sair sempre melhor do que os outros nas coisas, por tentar culpar os outros por coisas que muitas vezes são só coisas da minha cabeça, e o pior, só agora vejo que nem sempre eu tenho que vencer, nem sempre é sobre mim, às vezes tenho que me doar pelo bem dos outros, tenho que compartilhar, dar o valor que merecem, antes de perder e sofrer…
coisas que não posso mudar, que tento ignorar há muito tempo, mesmo sabendo que vão acontecer, e mesmo que não sejam tão próximas a mim, vão me fazer muita falta, e eu vou chorar, vou ter lembranças dos dias bons, e vou entender a dificuldade de voltar ao normal, e a distância vai ser sempre um empecilho, e nunca vai ser o mesmo de antes, eu sei que não, as pessoas mudam mesmo sem ver, ou mudam ser querer ir, mas tenho que aceitar…
decisões que tenho que tomar, decisões que a cada dia vão para um lado diferente, não sei se consigo, não sei se devo, e enquanto perco meu tempo ao decidir simples coisas, perco meu tempo de lutar por essas coisas, e sinto preguiça, muita, e tristeza, e pressão, e não sei o que fazer, e o tempo passa, eu fico…
vontade imensa de chorar… vontade de colocar um nome no final de cada um dos dois primeiros parágrafos, mas, ao contrário, coloco no meu coração… e sobre o terceiro, espero conseguir me decidir.”
Tati Bernardi
”(…) Todas as vezes que te vi (…) eu sempre me apaixonei por você. Eu sempre estive pronta pra começar algo, pra tomar um café de verdade, pra passear de mãos dadas no claro, pra poder te apresentar ao sol sem receber mensagens de gente louca ou olhares curiosos, pra escutar uma piada nova. E você sempre ignorou esse fato (…). Eu nunca vou entender. Eu nunca vou saber porque a vida é assim. Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais.
Eu só sei que agora eu vou tomar um banho, vou esfregar a bucha o mais forte possível na minha pele e vou me dizer pela milésima vez que essa foi a última vez que vou ficar sem entender nada. Mas aí, daqui uns dias, (…) você vai me ligar. Querendo pegar aquele cineminha, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.”